Pra mim, o auge dessa obra são os protagonistas. Apesar de eu não gostar muito dele como protagonista, admito que o Gojo é um personagem extremamente humano: inseguro, tímido e cheio de traumas sociais, o que faz muita gente se identificar facilmente com ele. Já a Marin é simplesmente carismática, energética e autêntica, roubando quase todo o protagonismo. Esse contraste entre os dois gera uma dinâmica muito legal, natural, divertida e bem construída, fazendo com que cada interação pareça genuína.
Essa parte pode ser só minha interpretação pessoal, mas acredito que outro ponto fortíssimo é como a obra trata o cosplay e os hobbies em geral. Ela passa uma mensagem muito bonita sobre aceitar quem você é, respeitar as paixões dos outros e se orgulhar do que você gosta, sem medo de julgamentos. Além disso, o nível de detalhe técnico nas explicações sobre costura, tecidos, maquiagem e produção de cosplay é impressionante, mostrando um grande carinho do autor com a obra e, consequentemente, adicionando muito valor à leitura.
Apesar de o romance ser bem lento, ele é bem desenvolvido. Mesmo eu não tendo gostado tanto, admito que o autor fez um bom trabalho: cada pequeno avanço entre os personagens é recompensador, criando aquela sensação gostosa de torcida pelo casal. Os momentos emocionais são bem dosados, equilibrando humor, leveza e desenvolvimento pessoal.
Resumindo, Sono Bisque Doll wa Koi wo Suru é uma obra extremamente cativante, que mistura romance, comédia e slice of life e, apesar de eu achar meio desnecessária, ainda conta com uma pitada de ecchi. Com certeza, uma obra PEAK, 10/10.