É muito óbvio que os relatórios são falsos. Claro, não há motivos para "contar a verdade"; afinal, abateria completamente a moral das tropas. Mas, como Watanabe já pondera, estado tão próximo do tenente Nishina, ele consegue imaginar que a missão foi, na realidade, um fracasso, em termos brutos.
Não somente porque de todos os Kaitens que deveriam ser lançado, apenas cinco realmente saíram para a missão, mas também porque existe uma dificuldade implícita em pilotá-los. Como sabemos pelo capítulo anterior, ainda que tenha obtido sucesso – no caso, o tenente Nishina tenha obtido sucesso –, não sabemos exatamente dos outros pilotos.
Por outro lado, as problemáticas, depois do ataque, apenas aumentam; se era difícil acertar, quando os inimigos não esperavam um ataque destes, imagine agora que eles sabem da existência (ainda que incerta) dos torpedos? Considerando que os oficiais inimigos sejam competentes, as tropas adversárias estarão completamente cientes de um possível ataque subsequente.
Portanto, há a necessidade de mais Kaitens, mais ataques simultâneos, e mais coragem e fé no sucesso dos torpedos. Creio eu que os "primeiros atacantes" tenham sido os mais abençoados de todos; isto, pois eles não terão o medo e a incerteza do fracasso. Ainda havia, no fundo de suas almas, a esperança do sucesso. Isto é, se eu estivesse no lugar do Watanabe, com todas as ponderações existentes, eu já não acreditaria mais no projeto, por mais determinado que estivesse.
Obrigado pelo capítulo, sr. Nold e à todo o time (ou melhor dizendo, ao Gabriel)!