Pra mim, Hi Score Girl é uma daquelas obras bem underground, mas que praticamente todo mundo que conhece gosta, e não é difícil entender o porquê. Ela consegue misturar romance, comédia e cultura gamer de um jeito extremamente autêntico, criando uma experiência única e muito nostálgica.
Acho que o maior charme da obra está justamente na forma como ela retrata a evolução dos personagens ao longo dos anos, sempre tendo os jogos como pano de fundo. O Haruo é um protagonista teimoso, imaturo e muitas vezes difícil de engolir, mas extremamente humano, o que torna seu crescimento ao longo da história muito satisfatório. Já a Oono, mesmo sendo uma personagem silenciosa, consegue transmitir uma carga emocional absurda, com uma presença forte e marcante.
A ambientação é, sem dúvidas, um dos pontos mais fortes do mangá. A quantidade de referências aos arcades, consoles antigos e jogos clássicos não só funciona como fanservice para quem curte videogame, mas também ajuda a construir a identidade da obra. Tudo isso gera uma atmosfera nostálgica muito gostosa, que prende facilmente o leitor.
Pra mim, os únicos defeitos são
1°- O fato de o autor não ter dado tanta seriedade para a Hidaka, usando muitas vezes a comédia como um escudo quando se trata de desenvolver a relação dela, o que acaba diminuindo o impacto emocional de seus conflitos.
2°- O final em aberto, que pra mim é um dos maiores atos de covardia que um autor de obra visual ou audiovisual pode cometer.
Mesmo assim, esses pontos não tiram o brilho da obra. Hi Score Girl é uma história extremamente carismática, divertida e emocional, que consegue equilibrar romance, comédia e videogames de forma muito natural. É uma leitura envolvente, que cresce capítulo após capítulo e entrega uma experiência única dentro do gênero. Por isso, quando se trata de romance, pra mim ela é a melhor obra que já tive o prazer de consumir: definitivamente PEAK, 10/10.